Existe um padrão comum em modelos de negócio que crescem rápido: alguém no ecossistema paga a conta. Pode ser o cliente que recebe menos do que esperava, o fornecedor pressionado por margem ou o parceiro que fica em segundo plano quando os resultados aparecem. O crescimento acontece, mas com custo distribuído de forma assimétrica.
A aposta no ecossistema equilibrado
A DVI Diagnóstico organiza seu modelo em torno de quatro grupos: o cirurgião-dentista que encaminha pacientes, o paciente que realiza os exames, o franqueado que opera a unidade e o colaborador que faz a operação acontecer. O argumento da rede é que o crescimento sustentável só existe quando esses quatro grupos são considerados simultaneamente.
Na prática, isso significa que o sucesso comercial do franqueado está diretamente atrelado à qualidade do diagnóstico entregue ao dentista e ao paciente. Quando o diagnóstico é preciso e entregue com agilidade, o dentista encaminha mais. Quando o dentista encaminha mais, o franqueado cresce.
Cultura como vantagem operacional
O conceito de cultura organizacional costuma aparecer em materiais de empresa como um valor declarativo. Na prática, o que define se uma cultura funciona é o comportamento em situações de conflito de interesse. A DVI descreve sua cultura como baseada em colaboração real, onde erros e acertos são compartilhados entre franqueados de forma aberta.
Pertencimento como dado operacional
Há um argumento crescente na literatura de gestão de que senso de pertencimento e propósito compartilhado reduzem turnover, aumentam engajamento e melhoram qualidade de entrega. A DVI estrutura seu discurso em torno de comunidade, não apenas de rede comercial.
Quer continuar essa leitura?
O próximo artigo desta série conta a história de origem da DVI: como um problema de diagnóstico em 2005 deu origem a uma rede com mais de 100 unidades.